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”(…)Eu odeio que encostem o cotovelo, a bunda ou uma cerveja molhada em mim enquanto eu tento encontrar um espaço para dançar. Eu odeio que encostem em mim, odeio a pele de um desconhecido indesejado.(…)Odeio homens que olham para bundas como se admirassem uma carne pendurada no açougue e odeio mais ainda quando fazem bico e aquele sim com a cabeça, tipo “concordo com o mundo que ela é muito gostosa”. E se ele fizer aquela chupada pra dentro do tipo “hmmmmm delícia” já é algo que ultrapassa os limites do meu ódio. (…)Odeio mau hálito e mais ainda o fato de que justamente as pessoas podres são aquelas que falam mais baixo e nos obrigam a ter que chegar perto. Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada. (…)Odeio pessoas muito oleosas, muito peludas, muito suadas e acima de tudo meninas que cheiram a lavandas e gostam de adesivos de ursinho. (…)Odeio quem comemora porque passou numa faculdade que meu primo de 8 anos passaria e quem diz “peguei a mina”. (…)Odeio os Estados Unidos mas odeio muito mais o fato de a gente ter sangue europeu mas ficar imitando esses estúpidos, que também têm sangue europeu mas são estúpidos por herança criada. Odeio a frase “eu vou no super, comprar umas cervas para o churras”.(…)Odeio quem passa o dia no shopping com a família, churrascaria com aquele desfile de bichinhos mortos, principalmente porque você está lá tranqüilamente comendo e vem alguém com um espeto (que é grosseiramente imposto ao seu lado), te espirra sangue, fala um nome idiota e você nunca sabe exatamente de que parte se trata. (…)Odeio quem casa virgem, odeio quem chega em casa depois de uns malhos no carro e enfia o dedo no meio das pernas porque tava louca para dar mas “ele ia me achar muito fácil”. Mas eu também odeio mulher que sai dando pra meio mundo e perde o mistério. Sei lá, essa coisa toda de dar vai ser sempre uma dúvida.(…)Odeio meninas caçadoras de homens ricos mas odeio sair com um cara que está tentando começar um relacionamento e ter que rachar a conta, seria mais simpático me deixar pagar a conta toda. Rachar é péssimo. (…)Dividir banheiro, pêlo alheio em sabonete, acordar cedo e meninas adolescentes peruas com voz de pato. (…)Quando eu era criança sonhava todas as noites que arrancava os olhos de todo mundo e só eu podia enxergar o quanto era feio eu ser como sou.”

”(…)Eu odeio que encostem o cotovelo, a bunda ou uma cerveja molhada em mim enquanto eu tento encontrar um espaço para dançar. Eu odeio que encostem em mim, odeio a pele de um desconhecido indesejado.
(…)Odeio homens que olham para bundas como se admirassem uma carne pendurada no açougue e odeio mais ainda quando fazem bico e aquele sim com a cabeça, tipo “concordo com o mundo que ela é muito gostosa”. E se ele fizer aquela chupada pra dentro do tipo “hmmmmm delícia” já é algo que ultrapassa os limites do meu ódio. 
(…)Odeio mau hálito e mais ainda o fato de que justamente as pessoas podres são aquelas que falam mais baixo e nos obrigam a ter que chegar perto. Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada. 
(…)Odeio pessoas muito oleosas, muito peludas, muito suadas e acima de tudo meninas que cheiram a lavandas e gostam de adesivos de ursinho. 
(…)Odeio quem comemora porque passou numa faculdade que meu primo de 8 anos passaria e quem diz “peguei a mina”. 
(…)Odeio os Estados Unidos mas odeio muito mais o fato de a gente ter sangue europeu mas ficar imitando esses estúpidos, que também têm sangue europeu mas são estúpidos por herança criada. Odeio a frase “eu vou no super, comprar umas cervas para o churras”.
(…)Odeio quem passa o dia no shopping com a família, churrascaria com aquele desfile de bichinhos mortos, principalmente porque você está lá tranqüilamente comendo e vem alguém com um espeto (que é grosseiramente imposto ao seu lado), te espirra sangue, fala um nome idiota e você nunca sabe exatamente de que parte se trata. 
(…)Odeio quem casa virgem, odeio quem chega em casa depois de uns malhos no carro e enfia o dedo no meio das pernas porque tava louca para dar mas “ele ia me achar muito fácil”. Mas eu também odeio mulher que sai dando pra meio mundo e perde o mistério. Sei lá, essa coisa toda de dar vai ser sempre uma dúvida.
(…)Odeio meninas caçadoras de homens ricos mas odeio sair com um cara que está tentando começar um relacionamento e ter que rachar a conta, seria mais simpático me deixar pagar a conta toda. Rachar é péssimo. 
(…)Dividir banheiro, pêlo alheio em sabonete, acordar cedo e meninas adolescentes peruas com voz de pato. 
(…)Quando eu era criança sonhava todas as noites que arrancava os olhos de todo mundo e só eu podia enxergar o quanto era feio eu ser como sou.”

Eu passo quieta por você, você passa quieto por mim, e eu ainda escuto o barulho que a gente faz. (…)E você já abalou tanto a minha vida. Que pena, agora você morreu. (…)Não morre, por favor. Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê. Mas você nunca mais me olhou quase chorando, você nunca mais se emocionou, nem a mim. Você nunca mais pegou na minha mão e me fez sentir segura. Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena. Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz. De tanto treinar acostumei. (…)Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó. O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos. O homem com o maior colo do mundo, para dar tempo de eu ser mulher, transar para sempre. Para dar tempo de seu ser criança, chorar para sempre. Para dar tempo de eu ser para sempre. Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você. Antes que eu morresse de amor. Matei você. Eu sei que sou covarde. Surpreso? Eu não

Eu passo quieta por você, você passa quieto por mim, e eu ainda escuto o barulho que a gente faz. 
(…)E você já abalou tanto a minha vida. Que pena, agora você morreu. 
(…)Não morre, por favor. Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê. 
Mas você nunca mais me olhou quase chorando, você nunca mais se emocionou, nem a mim. 
Você nunca mais pegou na minha mão e me fez sentir segura. Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena. 
Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz. 
De tanto treinar acostumei. 
(…)Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó. 
O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos. 
O homem com o maior colo do mundo, para dar tempo de eu ser mulher, transar para sempre. Para dar tempo de seu ser criança, chorar para sempre. 
Para dar tempo de eu ser para sempre. 
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você. 
Antes que eu morresse de amor. Matei você. 
Eu sei que sou covarde. Surpreso? Eu não

posta a foto do avatar?

nossa me desculpa mas eu sí vi isso hoje
posto sim 

Me disseram que sou duraE burraQue eu deveria amolecerSair do ar condicionado Tomar mais banho quenteVer se derretoOu pelo menos forço meu coração A amadurecer

Me disseram que sou dura
E burra
Que eu deveria amolecer
Sair do ar condicionado 
Tomar mais banho quente
Ver se derreto
Ou pelo menos forço meu coração 
A amadurecer

Eles não se entendiam, raramente concordavam em algo, brigavam sempre e se desafiavam todos os dias. Mas apesar das diferenças tinham algo em comum: eram loucos um pelo outro.

Eles não se entendiam, raramente concordavam em algo, brigavam sempre e se desafiavam todos os dias. Mas apesar das diferenças tinham algo em comum: eram loucos um pelo outro.

..Se eu tivesse que contar hoje minha vida para alguém, poderia fazê-lo de tal maneira que iriam me achar uma mulher independente, corajosa e feliz. Nada disso: estou proibida de mencionar a única palavra que é muito mais importante que os onze minutos** - amor.Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida. É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.E quem ama o máximo, sente-se livre.Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido. Espero que este tempo passe rápido, para que eu possa voltar à busca de mim mesma - encontrando um homem que me entenda, que não me faça sofrer.Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la…

..Se eu tivesse que contar hoje minha vida para alguém, poderia fazê-lo de tal maneira que iriam me achar uma mulher independente, corajosa e feliz. Nada disso: estou proibida de mencionar a única palavra que é muito mais importante que os onze minutos** - amor.
Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida. É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.
E quem ama o máximo, sente-se livre.
Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido. Espero que este tempo passe rápido, para que eu possa voltar à busca de mim mesma - encontrando um homem que me entenda, que não me faça sofrer.
Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.
Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.
Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la…

Você não pode entrar nos meus textos, senão ficará também na minha vida, na minha cabeça enquanto espero o café ficar pronto, enquanto o espero acabar.Você não pode entrar nos meus textos, senão ficará também nos meus pulmões, preencherá todos alvéolos e bronquíolos. Se sufocar por alguém que se atrasa meio segundo não rende compassados ritmos cardíacos.Você não pode entrar nos meus textos, senão aparecerá em todos desejados ‘bom dia’, ‘tarde’, ‘noite’, pensamentos como ‘durma comigo’.Você não pode entrar nos meus textos e destruir tudo o que já foi pensado, medido e escrito. Romantizar meu destino de achismos pessimistas não era bem o que eu esperava de você.Você não pode entrar nos meus textos, na minha casa, calça, blusa ou em mim.

Você não pode entrar nos meus textos, senão ficará também na minha vida, na minha cabeça enquanto espero o café ficar pronto, enquanto o espero acabar.

Você não pode entrar nos meus textos, senão ficará também nos meus pulmões, preencherá todos alvéolos e bronquíolos. Se sufocar por alguém que se atrasa meio segundo não rende compassados ritmos cardíacos.

Você não pode entrar nos meus textos, senão aparecerá em todos desejados ‘bom dia’, ‘tarde’, ‘noite’, pensamentos como ‘durma comigo’.

Você não pode entrar nos meus textos e destruir tudo o que já foi pensado, medido e escrito. Romantizar meu destino de achismos pessimistas não era bem o que eu esperava de você.

Você não pode entrar nos meus textos, na minha casa, calça, blusa ou em mim.



 

quando parece mentira, é porque é verdade. Os filmes, os livros e as músicas são fruto da imaginação humana, retratos de realidades criadas dentro da nossa cabeça, simulações às vezes utópicas da vida ‘como deveria ser’. Pensando assim, a gente se acostuma a achar que, para sermos felizes, temos que aceitar essas mentiras e fazê-las verdades genuínas. Os mais sábios, inclusive, dão-se por satisfeitos ao resignarem-se com a idéia de que a ignorância é pré-requisito pra felicidade e que, como ‘seres superiores’ que são, não se vêem passíveis de serem acometidos por esse sentimento, mesmo sabendo que ele está por aí, em todo lugar.Está nos filmes, nos livros e nas músicas, mas não está dentro de nós. A gente lê e relê mil vezes, assiste, grava e revê, ouve a música em volumes ensurdecedores na vã tentativa de capturar esse sentimento, nem que seja por alguns segundos, nem que seja só um pouquinho. E quando parecemos estar sentindo, nosso mecanismo de auto-defesa programa-se para fazer com que a gente ache que tudo aquilo não passa de um placebo para uma doença da alma. Uma doença sem cura.Aí, há uns 4 ou 5 meses atrás, eu, que sempre fui sábia, cética e conformada com a finitude do amor, com os limites do que se sente e ávida defensora do individualismo, vi tudo mudar perante os meus olhos. E não estava na TV, no papel, nem no meu aparelho de som. E, definitivamente, não é de mentira. Tão verdade é que hoje eu vejo tudo diferente, pois não tenho mais cortinas na frente dos olhos. Hoje eu vejo que os filmes, os livros e as músicas não estão aí por acaso. Eles são manifestações concretas de momentos em que o homem conectou-se com o divino, que paira no ar, mas é invisível aos olhos. São fragmentos de pequenos milagres operados por mãos trêmulas, imperfeitas e pecadoras. São imagens de um destino do qual a gente precisa estar em constante procura, até o fim dos nossos dias.
 

quando parece mentira, é porque é verdade. Os filmes, os livros e as músicas são fruto da imaginação humana, retratos de realidades criadas dentro da nossa cabeça, simulações às vezes utópicas da vida ‘como deveria ser’. Pensando assim, a gente se acostuma a achar que, para sermos felizes, temos que aceitar essas mentiras e fazê-las verdades genuínas. Os mais sábios, inclusive, dão-se por satisfeitos ao resignarem-se com a idéia de que a ignorância é pré-requisito pra felicidade e que, como ‘seres superiores’ que são, não se vêem passíveis de serem acometidos por esse sentimento, mesmo sabendo que ele está por aí, em todo lugar.

Está nos filmes, nos livros e nas músicas, mas não está dentro de nós. A gente lê e relê mil vezes, assiste, grava e revê, ouve a música em volumes ensurdecedores na vã tentativa de capturar esse sentimento, nem que seja por alguns segundos, nem que seja só um pouquinho. E quando parecemos estar sentindo, nosso mecanismo de auto-defesa programa-se para fazer com que a gente ache que tudo aquilo não passa de um placebo para uma doença da alma. Uma doença sem cura.

Aí, há uns 4 ou 5 meses atrás, eu, que sempre fui sábia, cética e conformada com a finitude do amor, com os limites do que se sente e ávida defensora do individualismo, vi tudo mudar perante os meus olhos. E não estava na TV, no papel, nem no meu aparelho de som. E, definitivamente, não é de mentira. Tão verdade é que hoje eu vejo tudo diferente, pois não tenho mais cortinas na frente dos olhos. 

Hoje eu vejo que os filmes, os livros e as músicas não estão aí por acaso. Eles são manifestações concretas de momentos em que o homem conectou-se com o divino, que paira no ar, mas é invisível aos olhos. São fragmentos de pequenos milagres operados por mãos trêmulas, imperfeitas e pecadoras. São imagens de um destino do qual a gente precisa estar em constante procura, até o fim dos nossos dias.